Queda - A desordem da queda permaneceu sempre circunscrita dentro da ordem maior do Sistema.

A desordem é qualidade do Anti-Sistema, é temporária, e a ordem pertence ao Sistema, é permanente.

A encarnação repete a QUEDA cada vez que uma alma retoma um corpo; cada vida representa uma etapa da subida, ao longo do caminho da evolução, e uma porção de fadiga e de dor com que é ele percorrido, assim realizando progressivamente a própria redenção.

A queda maior foi a primeira, no AS (Anti-Sistema), as demais são pequeninas, somente enquanto a  alma não evolui suficientemente, até parar de cair.

A essência da QUEDA não é, portanto, um ato de punição, mas o afastamento de Deus, desejado pela criatura, que tem fatal necessidade de subir novamente a Ele, se quiser reencontrar a vida.

Cada um teve a sua QUEDA particular conforme a sua culpa.

Cumpre-nos, pois, aqui realçar que a expressão “QUEDA dos anjos” representa uma redução da realidade. Na medida limitada da psicologia humana. De fato, o fenômeno ocorreu em planos de existência tão elevados, que para nós se situam no superconcebível; ocorreu em dimensões em que as nossas representações de espaço e de tempo não têm mais sentido. A imagem, pois, que tivemos de escolher representa u’a mutilação e não uma expressão da realidade.

Quando falamos de queda, vem em nossa mente a idéia de queda espacial e não conceptual ou espiritual, porque não usamos o referencial espírito, a Lei ou Deus. Não houve queda espacial.

Demonstramos que nosso universo físico é o resultado de uma QUEDA do espírito, da qual nasceu a matéria ou forma.

Nasceu a matéria. Não foi o espírito que se transformou em matéria.  

É certo que a QUEDA foi devida à falta de conhecimento das consequências da revolta, mas é também certo que a criatura não poderia ser onisciente, igual a Deus.

É lógico que não agrada ao homem a teoria da QUEDA, pois ela implica sua culpabilidade e o dever de aceitar-lhe as consequências.

A nossa condição de não aceitar a responsabilidade da queda, prova de que realmente caímos.

Esta perda de consciência, no ato de descida na forma material, é um eco do primeiro motivo da QUEDA, que volta e se repete a cada reencarnação.

Não é concebível que a QUEDA possa ter produzido uma despersonalização, pois que ela significaria uma anulação de personalidade, isto é, da individualização do “eu sou”.

A nossa queda (espiritual) só mudou as nossas qualidades e não a nossa individualidade, continuamos filhos de Deus, centelhas divinas.

No fundo da natureza humana está a tragédia da QUEDA, em razão da qual a alma, centelha divina, desceu para a ilusão da matéria e dos sentidos, num corpo vulnerável a tudo e num ambiente ingrato, em que a conquista do progresso lhe custa esforço permanente.

O desmoronamento do Sistema (parte) com a QUEDA se nos apresenta como um processo pelo qual as criaturas são projetadas do centro à periferia, distanciando-se de Deus.

Repetimos: o referencial é o próprio Deus. Aqui não tem sentido centro espacial

O motivo da QUEDA dos anjos e do pecado original repete-se a todo instante entre nós, em nossa vida cotidiana.

São nossas quedinhas que se repetem diariamente.




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