Pietro Ubaldi & Nazarius

Professor,

Ao contemplar meio século de contato com o Evangelho e com a tua Obra, vemos uma trajetória luminosa que tua luz fez nascer em nós.

Temos de agradecer-te:

Pelo exemplo dignificante através de teu espírito de retidão e de humildade;

Pelo Evangelho anunciado e intensamente vivido;

Pelo Amor que nos ensinaste, aquele Amor que transcende os parâmetros deste mundo;

Pelo perdão revelado à humanidade e incorporado em teu subconsciente desde há dois mil anos;

Pelo conhecimento das verdades divinas, usando como referencial a Lei de Deus;

Pelo espírito de compreensão para com teu semelhante;

Pelo bem que soubeste fazer a todos, até aos adversários gratuitos;

Pela paz estampada em tua face, reflexo daquela obtida pela consciência do dever cumprido;

Pelo olhar tranquilo, profundo e penetrante, projetando luminosidade aos que estavam em teu redor;

Pela sabedoria concebida em planos mais altos e distribuída a nós todos, contida em teus livros;

Pelo espírito de aceitação da dor, único caminho de nossa redenção espiritual;

Pelo conhecimento do passado, do presente e do futuro que nos espera.

O mundo ainda não te conhece, por isto não te compreende, nem te ama. Esperamos um dia penetrar neste profundo mistério que é o teu espírito pleno de luz, de Amor e de sabedoria universal.

Campos dos Goytacazes, Natal de 1997.

José Amaral

Professor,

Ao contemplar meio século de contato com o Evangelho e com a tua Obra, vemos uma trajetória luminosa que tua luz fez nascer em nós.

Temos de agradecer-te:

Pelo exemplo dignificante através de teu espírito de retidão e de humildade:

Pelo Evangelho anunciado e intensamente vivido:

Pelo Amor que nos ensinaste, aquele Amor que transcende os parâmetros deste mundo;

Pelo perdão revelado à humanidade e incorporado em teu subconsciente desde há dois mil anos;

Pelo conhecimento das verdades divinas, usando como referencial a Lei de Deus;

Pelo espírito de compreensão para com teu semelhante;

Pelo bem que soubeste fazer a todos, até aos adversários gratuitos;

Pela paz estampada em tua face, reflexo daquela obtida pela consciência do dever cumprido;

Pelo olhar tranqüilo, profundo e penetrante, projetando luminosidade aos que estavam em teu redor;

Pela sabedoria concebida em planos mais altos e distribuída a nós todos, contida em teus livros;

Pelo espírito de aceitação da dor, único caminho de nossa redenção espiritual;

Pelo conhecimento do passado, do presente e do futuro que nos espera.

O mundo ainda não te conhece, por isto não te compreende, nem te ama. Esperamos um dia penetrar neste profundo mistério que é o teu espírito pleno de luz, de Amor e de sabedoria universal.

Campos dos Goytacazes, Natal de 1997.

José Amaral.


Um livro não vem a lume por si só, depende de muitos colaboradores, aos quais o Autor é imensamente grato. Pietro Ubaldi & Nazarius não foi exceção e seus benfeitores foram tantos! A todos agradecemos, homenageando:

Arléa dos Santos Amaral (esposa), pelo seu trabalho incansável de ler e reler este livro para descobrir as distrações de digitação, e algumas impropriedades que escaparam ao seu Autor;

Nossos pais, com quem aprendemos as primeiras lições do Evangelho, teórico e prático;

Clóvis Tavares, pelos ensinamentos que nos legou, verdadeiro manancial de cultura dentro e fora do Espiritismo;

Pietro Ubaldi, mensageiro de Cristo na Terra, um anjo acorrentado que tinha por instinto o Evangelho e assim viveu, deixando um rastro luminoso de Amor e Sabedoria Universal;

Maria Adelaide de Castro Ferraz (neta de Pietro Ubaldi) que, num ato de desprendimento com seu esposo Vasco de Castro Ferraz Júnior, cedeu gratuitamente, os 50% dos direitos autorais da Obra de seu avô, à Fraternidade Francisco de Assis;

João Carlos Ramos, Maria Dalva Manhães de Souza e Nilcéa de Assis Monteiro Olsen, pelas revisões desta obra;

Os colaboradores que, de alguma forma, divulgaram e divulgam a Obra de Pietro Ubaldi. Hoje, existem centenas em todo o Brasil e no exterior. "Era preciso entregar a Obra aos meus herdeiros espirituais espalhados pelo mundo, encarregados do trabalho de sua divulgação." ( Pietro Ubaldi – carta a Nazarius, em 27 de março de 1966);

Natal de 1997.

Este livro é singular, pela forma e pela substância. Contém 100 capítulos com mais de 100 cartas, cuidadosamente selecionadas das 229 que o discípulo recebeu do mestre, o Professor Pietro Ubaldi, de 1953 a 1972. Vinte anos de contato e aprendizagem; pessoalmente, algumas vezes, e através de uma profícua correspondência, em média uma carta por mês.

As grandes almas: os gênios, os mensageiros do céu, os santos – todos super-homens de A Grande Síntese – desceram à Terra e Deus enviou companheiros que pudessem compartilhar em suas tarefas missionárias. Principal motivo: serem testemunhas e colaboradores da Obra, que cada um veio realizar em favor da humanidade e de sua evolução, arrastando os seus irmãos menores para o Criador, elevando-os do Anti-Sistema para o Sistema. Olhando para a história vamos encontrar uma lista interminável no campo da ciência, da filosofia e da religião.

Cristo é o maior e o mais sublime exemplo que já passou pela Terra: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida". Escolheu doze apóstolos e o Evangelho mostra que Pedro e João estavam sempre juntos Dele em todo o Seu apostolado de três anos. Pedro ainda com mais freqüência que João, talvez por ser mais velho e experiente e porque seria o responsável direto pela implantação da Boa Nova, após a morte de Cristo que, depois de manifestar-se aos discípulos ás margens do Mar de Tiberíades e abençoar os peixes e os pães, dirigiu-se a Pedro perguntando-lhe: "Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, Amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, Amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas." Assim está registrado no último capítulo do Evangelho de João.

Outro modelo foi Francisco de Assis. Seguindo Cristo exemplificou três virtudes (pobreza, castidade e obediência), que pudessem acordar a igreja e, por extensão, a humanidade para uma nova concepção de vida, mais profunda e mais espiritualizada. São Francisco não somente revolucionou a Idade Média, como lançou as bases para a civilização do futuro. Também ele encontrou os continuadores que se tornaram seus discípulos e o mais próximo foi Frei Leão. Este estava presente na hora dos estigmas, no Monte Alverne. Presenciou tudo, foi confidente e enfermeiro até a morte do Santo, em 4 de outubro de 1226 ( V. os dois últimos capítulos em A Nova Civilização do Terceiro Milênio ).

Pietro Ubaldi, discípulo fiel de Cristo e de S. Francisco, arauto da Nova Civilização do Espírito, tinha consciência da importância de sua missão na Terra e sua intuição lhe dizia que os seus herdeiros estavam ao seu lado e outros chegariam na hora aprazada: "Os Senhores, a quem hoje falo, são os operários aos quais a Obra está confiada. (...) Trata-se de passar das mãos do compilador às dos seus herdeiros espirituais". Palavras ditas em Brasília naquele 13 de março de 1966. Elas não estão presas ao tempo de nossos cronômetros, mas ao de A Grande Síntese: "A medida do Transformismo Fenomênico". São atuais para os dias de hoje e serão para o futuro. Muitos foram os herdeiros espirituais de Pietro Ubaldi que já partiram como ele, outros estão empunhando o archote do amor e da verdade e continuam divulgando sua Obra, cada um dentro das condições que lhe são apropriadas. Citar nomes é uma temeridade, certamente cometeríamos o pecado da omissão. Pedimos permissão para destacar apenas dois deles, como representantes da Itália e do Brasil, que privaram da intimidade do escritor e místico italiano.

O primeiro, depois de um bom convívio com Pietro Ubaldi, traçou-lhe um perfil em 24 páginas, na Páscoa de 1947 ( Verona – Itália ). Possivelmente, foi quem melhor falou sobre o Autor de A Grande Síntese. Com a palavra, Paolo Soster:

"Certo dia de outubro de 1945, num modesto restaurante de Gúbio, encontramos pela primeira vez Pietro Ubaldi. Foi um dia inesquecível, um daqueles que parecem amadurecer o destino de um homem. Achávamos o amigo da alma, a luz procurada por toda a existência.

Quem é Pietro Ubaldi? Há quem o defina um santo, outros um médium, alguns um gênio, outros ainda um visionário. Fisicamente é alto, fronte muito desenvolvida, algo encurvado, atitude humilde e austera, expressão doce e triste, olhar vivo e penetrante. Homem que, para seguir o ideal evangélico nas pegadas de Cristo, renunciou a todos os bens econômicos, que a sorte lhe concedera abundantes, e vive de modesta renda proveniente do ensino da língua inglesa no ginásio de Gúbio. Passa os dias no trabalho e na meditação, na renúncia quase completa a todas as alegrias terrenas. Escreve muito. Prova-o sua copiosa produção literária. Temperamento profundamente místico desde tenra idade, dos místicos se diferencia pelo caráter próprio de racionalista sem preconceitos, rigorosamente objetivo. Pode afirmar-se ser sua exaltação mística do mesmo grau de sua potência racional. Nele, misticismo e racionalismo ao invés de se excluírem, complementam-se e se vivificam mutuamente. Tem poucos amigos, vive vida prevalentemente solitária, mas não chega a ser misantropo. Alma doce e tempestuosa a um tempo, temperamento irrequieto o voltado constantemente para Deus, passa entre os homens sofrendo, dando-se todo a eles, na forma permitida por sua natureza, para realizar o que julga ser sua missão."

O segundo conviveu com o Professor Pietro Ubaldi durante longos anos (1955-1971), tendo recebido dele cerca de 200 cartas. Foi seu fiel seguidor e sustentáculo nas horas mais difíceis de sua vida. Falamos de Manuel Emygdio da Silva, o Cônsul, que renunciou uma brilhante carreira diplomática, a serviço de Portugal, para dedicar-se de corpo e alma a Pietro Ubaldi e à sua Obra. Fazia o possível e quase o impossível para agradar o mestre, a quem seu amor era profundo. Desencarnou em 23 de abril de 1995, ao lado do Memorial Pietro Ubaldi, como era seu desejo. Escreveu muitos artigos pela imprensa, Síntese Monista, Cadernos Ubaldianos e O Gênio de Pietro Ubaldi e a Evolução da Humanidade (inédito). Levou o Professor a Brasília em 1966 e continuou comemorando aquele Encontro cada ano, até 1995. Lançou Pietro Ubaldi candidato ao Prêmio Nobel de Literatura, com recursos próprios, e fez chegar à Academia Sueca ( Estocolmo – Suécia ) toda documentação. Investiu uma soma fabulosa na divulgação da Obra no Brasil e em toda a América Latina, publicando vários títulos em Montevidéu ( Uruguai ). Foi tradutor de alguns livros para o nosso idioma e para o espanhol. Traduzia trechos em inglês e os mandava para os Estados Unidos. Poliglota, seu prestígio era grande em vários países das Américas e da Europa. Valeu-se dele para divulgar a Obra em toda parte. Não batia apenas, à porta, mas tentava arrombá-la para que Pietro Ubaldi fosse conhecido.

Os herdeiros espirituais são indispensáveis à divulgação da Obra. São eles que sustentam o ideal, quando o idealista se despede desta vida. Os leitores, estudiosos e divulgadores da Obra, com espírito de imparcialidade e universalidade, são os seus herdeiros espirituais. Vamos dar a nossa contribuição e alegremo-nos por estarmos vivendo no século de Pietro Ubaldi e conhecermos a sua Obra.

Natal de 1997.

"S. Vicente, 22 de agosto de 1964.

Nazarius,

Agradeço a você e a Leinha, pelo telegrama e bonitas palavras de aniversário.

Peço-lhe entregar as 2 cartas anexas a Clóvis e Dr. Albano, não tenho seus endereços. Peço, também, entregar-lhes estes impressos de A Grande Síntese em espanhol.

Diga ao Werneck que recebi a sua carta de 27-7-64 e estou lhe enviando os agradecimentos por seu intermédio. Estou sem condições de escrever a todos.

Já enviei ao Cônsul 95 páginas do novo livro: A Descida dos Ideais, inclusive “Encontro com Teilhard de Chardin”. Agora volto ao livro de Grussaí: Um Destino Seguindo Cristo.

Talvez em dezembro saia Queda e Salvação.

A revista La Verdad, de Buenos Aires (Argentina) diz: “A era do espiritismo científico está iniciada e seu artífice originário é Pietro Ubaldi.

A dele é uma revelação extraordinária, tão grande como foi há um século aquela de Allan Kardec”.

Então nem todos repeliram a Mensagem ao VI CEPA.

Aqui tudo na mesma. O Cônsul está me convidando para ir agora, em outubro, a Montevidéu, ele vai me acompanhar na ida e na volta. Mas estou fraco de saúde e acho que não poderei ir. Só precisaria correr para atender a todos e morar com o Cônsul que tem três meninos em casa. Estou adiando. Voltarão as forças físicas? Esperamos. Também, em dezembro, teremos o casamento da neta.

Lembro-me da temporada de Grussaí. Você acabou as suas casinhas? Terei forças de voltar lá, novamente? Encontro-me num período de esgotamento físico.

Saudades de todos nós, também a Leinha.

Pietro Ubaldi"

COMENTÁRIO

Teilhard de Chardin e Pietro Ubaldi foram contemporâneos. Os dois missionários tinham o mesmo objetivo: servir a Deus, sendo úteis à humanidade. O primeiro nasceu cinco anos antes e morreu em 1955. As idéias se encontraram.

O místico da Úmbria dedicou ao Padre Antropólogo cinquenta páginas que estão inseridas em A Descida dos Ideais, escritas em Grussaí.

Assim o Autor inicia:

“Quando na vida encontramos um indivíduo que tem as nossas mesmas idéias e sentimentos, e vemos que passou pelas mesmas vicissitudes que passamos, sentimo-nos irresistivelmente atraídos para ele, movidos pelo sentimento de simpatia fraterna. Por este motivo falo de Teilhard de Chardin.

Os pontos de contato são três: 1) as teorias defendidas; 2) os sofrimentos morais causados pela dolorosa posição de incompreensão e condenação por parte das autoridades religiosas; 3) a paixão pelo Cristo, concebida racionalmente como ponto de convergência da evolução da vida. (...)

Em Teilhard encontramos os seguintes conceitos: transformismo, evolucionismo, estrutura orgânica do universo e tendência do ser a alcançar um estado cada vez mais orgânico, de unificação. O homem é um elemento consciente que existe em função de um todo organizado, destinado a tornar-se sempre mais consciente desse todo e dessa organicidade. A evolução é orientada por um íntimo impulso telefinalístico, em direção a um ponto conclusivo: Deus. (...)

Teilhard foi mandado para Nova York, para lá morrer em condições de verdadeiro exílio, depois de uma vida cheia de amargura pela dificuldade cada vez maior de fazer conhecer os seus escritos. O seu problema era de consciência, de um cientista que, havendo descoberto verdades, trata de levá-las para o terreno religioso a fim de iluminar os crentes honestamente desejosos de conhecer mais além da fé, para ficarem convencidos. (...)

Trata-se de um Cristo muito maior, eixo espiritual do mundo, alcançável pelas vias do misticismo, como pelas vias da ciência, ponto ômega desta como o é da fé, significado e conclusão da história, princípio, guia e cume da evolução, só hoje concebível desta maneira devido á atual maturação do pensamento humano. Um Cristo total, não só religioso, fechado no passado, mas também progressista, atual, social; um Cristo que aceita a luz que vem do pensamento científico, que reconhece o caráter sagrado da investigação, nobilita-a e santifica-a, porque é santo todo o conhecimento, como função e produto do espírito; um Cristo que não está contra mas com a ciência, com a ânsia do saber, com o espírito de indagação, com a paixão de evoluir; um Cristo que agora se desenvolve em dimensões vastíssimas dentro da mente humana, hoje apta a concebê-Lo com outras medidas; um Cristo mais racional, presente, dinâmico, universal, unitário, síntese suprema de fé, pensamento e vida.” (...)

Apresentamos três parágrafos correspondentes a três pontos de contato, mas o Encontro é longo e muito bem elaborado, vale a pena conhecê-lo.




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