Cotia, 17 de março de 1969.

Nazarius,

Ótima a Mensagem que você enviou a Brasília. Recebi uma cópia na carta de 3 de março, com o Avancemos, número dezessete.

Estamos em Cotia, desde 8 de fevereiro e ficaremos pelo menos até fins de abril.

Não se preocupe com a correspondência, temos portadores de S. Vicente para cá todos os fins de semana.

Aproveito esta paz e solidão, a ausência de calor, e trabalho febrilmente nos meus livros.

O livro Pensamentos tomou o nome de A Técnica Funcional da Lei de Deus. Já está todo gravado. É um tratado técnico que explica como funciona a Lei de Deus.

Logo que terminei esse livro, iniciei o Cristo. Já escrevi quatro capítulos. Vou gravá-los. Além desse só falta mais um volume, do qual ainda não conheço o título, mas será colocado antes do livro Cristo.

Vivo dentro de um regime regular, estou escrevendo cerca de oito horas por dia. O corpo está cansado, mas a mente se torna sempre mais clara. Estou perto dos 84 anos e quanto mais envelheço tanto melhor escrevo. Só o corpo morre, não o espírito.

No Natal de 1971, será tudo acabado, exatamente porque a Obra foi iniciada no Natal de 1931. Ela durou quarenta anos, no meio do século XX, com trinta anos antes e trinta anos depois.

Saudades a Clóvis , a Dr. Albano e a todos da família.

Um abraço do seu

Pietro Ubaldi

COMENTÁRIO

O Cristo de Pietro Ubaldi, como vimos na carta acima, nasceu em Cotia, no seio da natureza, onde a paz de espírito, pelo dever cumprido, harmoniza-se com a paz daquele local, proporcionada pelo ambiente de uma modesta casinha entre árvores frondosas.

O momento era chegado para começar a escrever o Cristo, a quase três anos do término da missão. Uma obra, tão profunda como essa, não poderia ser escrita apressadamente, num ambiente tumultuado pelo barulho natural da civilização contemporânea. Por isso, a Lei escolheu Cotia para que Pietro Ubaldi escrevesse o último livro de sua tarefa missionária.

Era 17 de março de 1969, quando a notícia foi transmitida a Nazarius: (...) “iniciei o Cristo. Já escrevi quatro capítulos. Vou gravá-los” Em 2 de maio do mesmo ano, ainda em Cotia voltou a dizer: “Iniciei o livro Cristo, que vai progredindo bem.” No mês seguinte, 10 de junho, novamente a ele se refere: “Estou sempre trabalhando no livro Cristo”. Cinco meses depois, em 1º de novembro, novas notícias chegaram a respeito do Cristo: “Continuo sempre escrevendo e gravando o livro Cristo, que vai muito bem.” Desta vez além de escrever, estava gravando, porque suas forças físicas não lhe permitiam datilografar. Em S. Vicente, 28 de janeiro de 1970, afirmou: “Retornarei depois ao livro Cristo, porque são as últimas palavras deste que encerrarão a Obra no Natal de 1971.” Já em Cotia, em 10 de abril daquele ano, referiu-se ao Cristo dizendo: “Aqui estou sempre escrevendo, retornei ao livro Cristo, estou bastante adiantado.” Ainda em Cotia, 31 de maio, após escrever um pequeno livro sobre a Obra para ser publicado em francês e italiano, afirmou o seu Autor: “Agora posso voltar ao livro Cristo, que foi interrompido.” Em 5 de outubro do mesmo ano, ele fez nova referência ao seu Cristo: “Estou bem adiantado com o livro Cristo. Mas preciso voltar a gravá-lo em fitas, ele está em italiano. Depois precisa batê-lo à máquina.” No ano seguinte, em 24 de maio, afirmou Pietro Ubaldi: “O livro Cristo encerrará a Obra, neste Natal de 1971, tudo estará regularmente executado, como previsto em Profecias, quarenta anos depois que iniciei (Natal de 1931).” Na carta escrita no dia de seu último aniversário neste mundo, 18 de agosto de 1971, ele concluiu: “A parte escrita da Obra está acabada.” (...) No Natal, deste ano, a Obra estará definitivamente encerrada, como previsto em Profecias.”

Concluímos que também o Cristo estava terminado, faltando-lhe somente o prefácio que foi escrito naquele Natal, como um marco de encerramento de sua vida missionária (V. Prefácio de Cristo).

Com estes dados, todos comprovados, fica difícil a qualquer um fazer um julgamento precipitado, contra o Cristo de Pietro Ubaldi, somente porque é um livro singular, até revolucionário, no bom sentido. Assim é toda a Obra, revolucionária... Vamos ler e reler esse livro, com o espírito de imparcialidade e universalidade, e veremos que é diferente, belo e surpreendente...!

O místico da Úmbria foi uma estrela caída do céu que brilhou e continua brilhando entre os homens. Com profunda sabedoria, afirmou Emmanuel: “Pietro Ubaldi interpreta o pensamento das Altas Esferas Espirituais de onde ele provém.” (cap. 59)

 




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