"S. Vicente, 9 de dezembro de 1954.

Nazarius,

Recebi a sua carta.

Você me escreveu que vai sair no dia 26 de dezembro (domingo). No sábado seguinte, 1º de janeiro, iremos todos de automóvel para Campinas e outras cidades por perto, durante uma semana ou mais. Quando você chegará a S. Paulo? É bastante chegar antes de 31 de dezembro. Tomamos compromissos para sair no dia de Ano Novo.

Em Campinas, seremos hóspedes de amigos. Depois iremos a Porto Ferreira e conhecerá a casinha.

Peço não pedir para mim e não enviar mais dinheiro. Já aproveitei bastante da sua grande bondade e dos meus amigos daí. Deus está me ajudando e tenho muito menos preocupações.

No próximo domingo, 12 de dezembro, sairei novamente para o interior, Ribeirão Preto, para conferências. Ficarei lá, creio, uma semana.

Faço, desde agora, a você, a Clóvis e a todos os amigos votos de felicidade pelo Natal.

Aqui, ontem, recebi uma triste notícia, que me abalou um pouco. Foi o falecimento de D. América. Foi uma grande pena. Estou orando por esta alma querida. Tinha uma grande bondade e me hospedou com carinho na sua casa por muito tempo. Enviei uma carta e um telegrama à família de José Américo. É uma alma boa que subiu para o céu.

O novo contrato com o editor está assinado, de modo que esta luta acabou. Ele me diz que não pode pagar nada, nem vou pedir nada a ele.

Ficou a luta do apartamento. Esta já está encaminhada e é muito menor. Estou aliviado daquele grande peso. “Sua Voz” profetizou bem, disse que pelo Natal o problema estará resolvido. Assim vai acontecer.

Votos de felicidade pelo casamento de seu irmão.

Estou aguardando a sua vinda.

Um grande abraço a todos.

Pietro Ubaldi"

COMENTÁRIO

Em 1951, quando Ubaldi terminou as conferências, no fim de outubro, depois de um esforço tremendo por todo o Brasil, adoeceu. Regressou a Campos com seu intérprete, Clóvis Tavares, e não teve condições de retornar à Itália. Os pais de José Américo, D. América e o Sr. Sebastião Pessanha, deslocaram-se para Atafona e lhe proporcionaram um repouso à beira mar. Ali se recuperou e permaneceu até o mês de dezembro, quando retornou ao seu país. No verão de 1953, como já vimos (cap.2), o Professor voltou a ser hóspede da família Pessanha. Era um casal boníssimo e os filhos (José Américo, Dulce, Dilce e Diva) herdaram a bondade, a educação, a finura e todas as demais virtudes dos seus pais.

Pietro Ubaldi tinha a preocupação de transmitir a Nazarius as experiências evangélicas vividas por ele. Daí as suas cartas com detalhes de todos os acontecimentos. Os fatos eram narrados à luz da Lei de Deus, mostrando o resultado prático de um Evangelho vivido, experimentado, controlado. Um fenômeno deslumbrante do ponto de vista espiritual. Nunca aquele jovem aprendeu tanto em tão pouco tempo. Aulas teóricas e práticas dos ensinamentos de Cristo que lhe valeram para toda eternidade.

Neste fim de 1954, Pietro Ubaldi está mais tranquilo: o contrato com a LAKE foi assinado por um período limitado e somente para os livros escritos na Itália; o apartamento será resolvido e os outros problemas também.

 




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