Analisemos agora o segundo aspecto do diagrama, dado, não mais pela abertura das diagonais para o alto, fato que exprime a ascensão do ser através dos vários planos de evolução, mas pela abertura da espiral com a cobertura de círculos cada vez mais extensos, os quais exprimem zonas de dilatação de consciência correspondentes aos vários planos agora descritos.

Já fizemos a conexão deste segundo aspecto do fenômeno com o primeiro, porque eles são ligados por correspondência, razão pela qual se estende, no âmbito de cada zona de evolução, a amplitude de uma dada fase de consciência. Do diagrama resulta, assim, graficamente, com toda evidência, esta dilatação expressa pelos campos tracejados, cada vez mais extensos. No diagrama, os espaços, as linhas e os seus movimentos e relações representam diferenças, movimentos e relações de conceitos, alto e baixo têm um sentido evolutivo, a extensão de consciência é figurativamente espacial, a repetição rítmica de linhas significa afinidade de características vibratórias individuantes. Dessarte, cada circulo contém todas as zonas precedentes conquistadas nos níveis mais baixos da evolução. Vemos, assim no diagrama não só que à  zona +x2 corresponde a amplitude de consciência do círculo 2, a zona +x3 corresponde a do círculo 3, à zona +x4, a do círculo 4, à  zona +x5, a do círculo 5 e assim por diante, mas também que cada círculo compreende dentro de si todos os círculos menores. Assim, por exemplo, o 5 contem o 4, o 3, o 2, o 1. Isso significa que cada dimensão conquistada, ao tocar o correspondente plano de evolução, contém todas as dimensões precedentes, cada nível compreende os inferiores sobre os quais se eleva e abaixa; significa também que cada forma de consciência domina o âmbito de cada consciência assimilada e superada. Em seus círculos maiores, o gráfico dá a impressão intuitiva deste acréscimo espacial de consciência em torno de seu núcleo, por estratificações sucessivas e superpostas, o que responde a realidade, porque o acréscimo é devido verdadeiramente a uma descida de experiência.

Enquanto constitui tudo isso a expressão do aspecto estático do fenômeno, imobilizado, por comodidade de estudo, nas suas várias fases de desenvolvimento, a linha do dinamismo do fenômeno, isto é, da progressão de seu andamento, é dada pelo desenvolver-se da espiral que, em seu caminho, sucessivamente abrange campos de consciência cada vez mais extensa. Aqui reencontramos a mesma espiral do desenvolvimento fenomênico universal (f ig. 2), embora seja, por seu deslocamento do centro, aparentemente diversa, conforme já notei.

Por dilatação de consciência devemos entender potenciação de todas as suas qualidades. Assim, em cada plano, se ajunta as precedentes uma qualidade nova. Eis que cada fase completa uma criação sua, segundo esta ordem:

+ x2 =  consciência sensória = sensibilidade.
+ x3  = consciência racional-analítica = razão.
+x4   =    consciência intuitivo-sintética = síntese (verdade).
+x5   =  consciência místico-unitária = amor (união com Deus).

Quanto ao que se passa mais no alto, nada sei: mas, a cada degrau corresponde um salto para a frente, uma nova conquista que se soma às precedentes. Tal é a evolução, essência da vida. Amor, sentimento de que me deixarei inflamar mais adiante, é pois minha hodierna conquista e o conteúdo e a essência do fenômeno da ascese mística que aqui estamos estudando. Amor é unificação com Deus.

No âmbito do círculo 5, que exprime precisamente a fase mística, encontramos, pois, todos os menores círculos concêntricos, isto é, a sensibilidade que desenvolve a razão, a razão que gera a intuição, conducente a síntese, a intuição que, por sintonia, se transmuda em amor, conducente à unificação com o Todo. E cada qualidade compreende em si a precedente, sobre a qual se construiu.

 




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